Reconhecer as emoções de nossos filhos

Reconhecer as emoções de nossos filhos
“Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele depende toda a sua vida.”
— Provérbios 4:23
Os pais devem ajudar seus filhos a reconhecer, compreender e expressar corretamente suas emoções, ensinando-os a apresentá-las diante de Deus. Assim, poderão desenvolver equilíbrio emocional, maturidade espiritual e comportamentos saudáveis.
Reconhecer as emoções ajuda a compreender o coração dos filhos
Ignorar as emoções não as elimina; apenas as esconde. Ajudar os filhos a identificá-las lhes permite compreender melhor seu mundo interior e desenvolver maior equilíbrio.
As emoções revelam o que acontece em nosso interior
A tristeza, a alegria, o medo, a raiva e a frustração comunicam que algo está acontecendo em nosso mundo interior. Reconhecer essas emoções permite identificar as necessidades, os pensamentos e as experiências associados a elas.
Os pais devem ensinar seus filhos a perguntar não somente: “O que eu sinto?”, mas também: “Por que me sinto assim?”.
Ignorar as emoções não faz com que desapareçam
Quando um filho aprende a esconder o que sente por medo, vergonha ou incompreensão, a emoção continua influenciando seu interior. Reconhecer as emoções negativas permite expressá-las adequadamente, compreendê-las e decidir como responder, evitando que sentimentos não processados governem mais tarde atitudes, relacionamentos e decisões.
Princípio: Aquilo que o filho aprende a reconhecer em seu coração pode começar a compreender; e aquilo que compreende pode aprender a administrar com sabedoria.
As emoções devem ser levadas do coração à presença de Deus
Nós, pais, devemos ensinar nossos filhos a apresentar suas emoções diante de Deus, formando assim uma fé que integre mente, coração e conduta.
Deus não nos pede para negar o que sentimos, mas para lhe apresentar isso
A espiritualidade saudável não consiste em ocultar a tristeza, o medo ou a frustração por meio de expressões religiosas. Os pais podem ensinar que as emoções podem se transformar em oração: reconhecer sinceramente o que sentimos, apresentá-lo diante de Deus e permitir que sua verdade oriente nossa resposta.
A maturidade espiritual é aprender a responder corretamente ao que sentimos
Sentir raiva não obriga a agredir; sentir medo não exige fugir; experimentar tristeza não significa perder a esperança.
Os filhos precisam aprender que as emoções fornecem informações, mas suas decisões devem ser orientadas pela sabedoria, pelos princípios bíblicos e pelo domínio próprio.
Princípio: A maturidade não consiste em deixar de sentir, mas em aprender a compreender o que sentimos e responder de maneira sábia diante de Deus.
Aplicação prática
Ensinar os filhos a dar nome às suas emoções. Ajudemos nossos filhos a identificar se sentem alegria, tristeza, medo, raiva ou frustração. Dar o nome correto a uma emoção facilita compreender o que acontece no interior e aprender progressivamente a administrá-la.
Ouvir a emoção antes de corrigir o comportamento. Quando houver uma reação inadequada, procuremos descobrir primeiro o que o filho está sentindo. Compreender sua emoção não justifica seu comportamento; fornece a informação necessária para orientar e corrigir com maior sabedoria.
Ensiná-los a conversar com Deus sobre o que sentem. Incorporemos as emoções à oração em família. Ensinemos nossos filhos que podem dizer sinceramente a Deus como se sentem, pedir sabedoria e permitir que sua Palavra oriente depois suas respostas.
Conclusões
As emoções fazem parte do mundo interior que precisa ser cuidado. Provérbios 4:23 nos lembra a importância do coração, porque dele procedem dimensões fundamentais de nossa vida.
Reconhecer uma emoção não significa permitir que ela governe nossa conduta. A formação emocional ajuda o filho a identificar o que sente, compreendê-lo e, depois, escolher uma resposta apropriada.
A formação espiritual também deve incluir o mundo emocional. Os pais têm a oportunidade de ensinar seus filhos a levar diante de Deus aquilo que acontece em seu coração.
“Não podemos ensinar nossos filhos a governar sabiamente o coração se primeiro não lhes ensinarmos a reconhecer o que está acontecendo dentro dele.”
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